Uma coisa leva a outra
10 Maio 2008 at 0:38 | In Livro, Pessoal, Site, Software, Webstandards | 5 CommentsA seguir, duas historinhas recentes que mostram um pouco da minha rotina de trabalho. Minha “metodologia” é meio caótica e sem planejamento, com direito a mudança de rumo no meio da tarefa. Mas no final dá certo. E o mais importante: é divertido :)
Da fadiga ao Python
- (Fadiga) Essa aconteceu na semana passada. Eu estava no computador e tinha acabado de terminar uma tarefa qualquer, que consumiu algumas horas de meu tempo, fatigando meus pobres neurônios. Pude aproveitar então aquele momento mágico, onde o universo pára por uns 10 segundos e numa respirada profunda consigo relaxar com a satisfação de ter mais um trabalho concluído.
- (Caderninho) Como de costume, peguei o meu caderninho de anotações (ou seria obrigações?) e risquei com vontade o famigerado item. Essa é a melhor parte de qualquer trabalho:
riscar o item da lista. Foi-se. Acabou. Tchau. Próximo! E já começa tudo novamente, sem pausa, pois a lista é enorme e todo dia ganha vários itens novos. Com a cabeça cansada, queria fazer algo leve dessa vez, algo que não exigisse muita concentração. Algum trabalho de criação e não manutenção. Vasculhando as folhas do caderninho, encontrei um item ainda não rabiscado, que tantas vezes eu já tinha lido e ignorado por haver coisas mais importantes na fila: “aurelio.net novo”.
- (Site novo) Há tempos eu queria mudar o formato do site, tirar a barrona verdona, deixar o menu mais evidente, colocar breadcrumb e usar mais figurinhas. É isso, vou fazer. Foram horas de mastur^W, digo, experimentações com CSS e txt2tags até chegar em um formato que me agradou. Gosto muito dessa parte da criação, nunca tenho na cabeça o formato final, ele “vai aparecendo” conforme vou mudando as coisas e vendo como fica. Tentativa e erro, como na programação.
- (SMS Mog) Fui dormir satisfeito e no dia seguinte mandei um SMS para a Mog, dizendo que tinha mudado o site de verde para cinza. Ela ficou feliz com a notícia, mas retrucou zoando que eu estava muito “dezáiner” com esse lance de cinza. Essa simples frase me fez pensar. Realmente eu sempre acabo caindo no cinza. Coisa de quem não tem talento com cores, fazer o quê…
- (Site novo kiwi) Ela nem imaginava, mas sua frase tinha feito uma revolução no meu dia. Mudei tudo de novo. Do gélido tons-de-cinza, o site voltou a ser verdinho, porém não tão carregado quanto o anterior. O menu pulou da esquerda para a direita, os títulos ficaram em grande evidência e o tema ganhou um nome: kiwi.
- (Mágicas com txt2tags) Definido o formato novo, comecei a migrar as páginas para ele. Uso o txt2tags em todo o site, então não precisei editar nenhum conteúdo. Porém os filtros (%!preproc e %!postproc) e includes (%!include e %!includeconf) precisaram ser revistos, pois é ali que a mágica acontece. A transformação do H3 do cabeçalho (%%infile(%d)) em breadcrumb com links foi especialmente prazerosa de fazer. Também fiz um database.t2t com macros para os dados (nome, URL, ícone) dos programas, livros e artigos importantes do site, padronizando as coisas.
- (UTF-8) Já que estava fazendo uma reforma geral, também decidi converter tudo para UTF-8. É o tipo da coisa que você evita ao máximo fazer, mas um dia tem que ser. O bom e velho ISO-8859-1 já tinha agüentado quase uma década no site, foi uma aposentadoria merecida.
- (HTMLDOC) Tudo ia bem na conversão, iconv comendo solto, até chegar na versão online no Guia Expressões Regulares. Os fontes estão no formato do txt2tags, que os converte para HTML. Depois uso o HTMLDOC para dividir o HTMLão monstro em várias páginas separadas, facilitando a leitura online. Mas havia um pequeno detalhe: o HTMLDOC não gosta de UTF-8. Ele bagunçou todos os acentos, tornando o guia uma sopa de símbolos indigestos.
- (Programa Python) Pesquisei no Google para descobrir que não havia o que ser feito, ele não tinha suporte a UTF-8 e pronto. Eu podia voltar atrás e deixar o guia como ISO-8859-1 mesmo, como ele sempre foi desde 2001, afinal, quem se importa? Infelizmente, eu me importo. Nerd é uma m*rda. Não sei se foi por desafio, perfeccionismo ou teimosia, mas parei todo o trabalho no site para ir resolver esse problema. Três horas depois, estava pronto o fix-htmldoc-utf8.py, que é um “arrumador” de acentos bagunçados pelo HTMLDOC. Se você passa pelo mesmo problema, aproveite, é de graça ;)
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Do livro mais vendido ao FeedBurner
- (Mais vendido) Essa segunda-feira parecia que iria ser tranqüila, com muita chuva e frio lá fora. Como era início de mês, fui conferir a lista dos Mais Vendidos das livrarias, pois vai que de repente o filhote tinha conseguido alguma medalhinha? Euforia é uma boa palavra para descrever o que senti. Olha só: o livro foi o mais vendido da editora Novatec, o mais vendido no FISL e o segundo mais vendido da livraria Tempo Real! O piazinho uma única vez conseguiu ser terceiro na Novatec, mas o primeiro lugar era algo que me parecia inatingível. Para fechar com chave de ouro a manhã de surpresas, meu amigo Cesar Brod publicou um texto sobre mim em sua coluna no portal Dicas-L. Além do livro, ele ainda falou de Matinhos e da Mog. Diz se não é para explodir de tanta felicidade? :)
- (Blog do livro) Com tantas novidades para contar, na hora comecei a fazer um texto novo aqui para o blog. Mas pensei melhor e achei chato falar de novo sobre o livro, isso está ficando repetitivo repetitivo. Afinal, este é o blog do Aurélio e não o blog do livro do Aurélio. É isso! O livro precisava de um blog. Putz, mas já estou tão sobrecarregado de coisas para cuidar, não tem como abraçar mais um blog (e seus comentários, e spam, e configuração, e estatísticas, e…). Precisava de algo rápido que fosse somente: escrever a notícia, colocar no ar e esquecer.
- (Feed RSS) Na verdade eu não precisava de um blog, precisava somente publicar as notícias no site do livro e ter um feed RSS delas para quem quiser assinar. Parece simples, não? Criei um arquivo noticias.t2t e coloquei as notícias ali. Com um %!include no index.t2t as notícias ficaram integradas ao site, aparecendo na página principal. Tá, isso foi fácil. Mas e o feed? Como converter minhas notícias do HTML para o RSS? Eu poderia fazer um Sed macho que… Espera! O próprio txt2tags pode fazer isso!
- (txt2tags -t rss) Parece óbvio agora, mas demorou para cair minha ficha. A proposta do txt2tags é “UM arquivo fonte, VÁRIOS destinos”. Eu já tinha o arquivo fonte noticias.t2t, então só precisava que o txt2tags o convertesse para um formato novo: RSS. Janela nova no TextMate e lá vamos nós de novo, brincar de programador. Levou uma hora e meia para adaptar o txt2tags para gerar um arquivo RSS versão 2.0. Foi uma edição porca e descuidada, para resolver logo meu problema. No futuro talvez esse código seja melhorado e entre na versão oficial do programa. Mas sabe como é, o caderninho já está bem lotado…
- (Site com várias páginas) Tudo bem, as notícias estavam no site e eu tinha um feed RSS tosco (porém funcional) delas. Mas como eram várias, o site ficou muito poluído. Era preciso ter uma página somente com as notícias, separado da página inicial. Até então todo o site do livro era concentrado em uma única página, facilitando minha vida. No fundo eu sabia que isso não duraria muito, mas foi o triunfo da esperança sobre a experiência. Não teve jeito, tive que quebrar o site em várias páginas. E com isso fazer um menu de navegação, cabeçalho e rodapé padrão, criar DIVs, entupir o CSS, blábláblá…
- (FeedBurner) Depois dessa festa de RSS, txt2tags e CSS, coloquei o site no ar e relaxei. Mais um trabalho terminado. Opa, quase esqueci, deixa eu adicionar o feed do livro aqui na minha lista do Safari. Beleza, tudo certo. Bem, já que estou aqui, deixa eu adicionar no Google Reader também, que todo mundo usa, só para garantir que está tudo bem com meu RSS feito em casa. Ó-ou. O barulhinho do ICQ tocou internamente em minha cabeça. O Google não curtiu meu RSS. Pesquisando sobre o assunto, a solução mais indicada era usar o tal FeedBurner para “arrumar” meu feed para um formato que a maioria dos leitores entende. Usei, resolveu meu problema e recomendo.
Enfim, agora posso relaxar…
1, 2, 3, 4, 5.
Ok, próximo item?
;)
A Mog foi no FISL
22 Abril 2008 at 18:40 | In Livro, Mog, Pessoal | 44 CommentsTags: fisl, Livro, shell
Eu tô doida pra contar o quanto eu me surpreendi com o carisma e com o sucesso do Aurélio e do livro novo. Ao mesmo tempo, é legal lembrar hoje que o Aurélio estava meio desanimado pra ir no FISL, e divagar sobre o que teria acontecido de diferente se não tivéssemos ido. Bom, mas como isso não aconteceu, aqui vai a minha versão dos fatos, com muitos detalhes e os babados do evento.
Todos sabem que o Aurélio adora viajar, mas dessa vez tudo conspirava para a não-saída do ermitão Aurélio da sua querida caverninha em Matinhos: viagem longa e cansativa até Porto Alegre; o fechamento do livro foi um período estressante; o livro tomou muito tempo, e com isso os vários projetos do Aurélio ficaram de lado e precisavam ser retomados; e eu teoricamente não poderia viajar junto, pois preciso me formar e terminar minha monografia até julho.
O bom é que estes detalhes ficaram para trás, quando unimos o útil ao agradável: a irmã do Aurélio, a Karla, mora com o marido em Porto Alegre, e nós ainda não conhecíamos a casa dela. A mãe e o padrasto do Aurélio também gostam muito de viajar, são uma ótima companhia, e queriam visitar a casa da Karla e ver o Aurélio no Fisl. Estes motivos convenceram o Aurélio a fazer a inscrição pro Fisl, combinar com o editor o lançamento do livro lá, e passar em Joinville pra pegar a Mog. Eu que não perderia este momento do livro de Shell por nada! Eu sabia que ia ser um sucesso!
A viagem até Porto Alegre foi longa, 12 horas de estrada numa BR 101 em obras, mas viajamos tranqüilamente e chegamos lá na quinta à noite. A anfitriã nos esperava com um sorrisão no rosto, mas alguém estava meio esquisito. Vou entregar: o Aurélio estava meio nervoso com o grande dia no Fisl que estava chegando. Ele não vai admitir isso nunca, mas ele tava com aquele friozinho normal na barriga (normal tá Aurélio!? Admitir isso não causa impotência nem diminui os níveis de testosterona). Mas foi incrível como instantaneamente o nervosismo passou quando a criança de 30 anos viu na sala da irmã o joguinho Rock Band (posso chamar essa revolução dos sabe-nada-de-instrumento-musical de joguinho?!). Foram horas de bateria e guitarra de brinquedo com a família, com os olhos vidrados na TV. Incrivelmente o Aurélio conhece 98% das músicas de rock e derivados, e era engraçado quando ele queria tocar a bateria sem olhar pros comandos da TV e se perdia. Até Aurélio no vocal rolou! Foi massa.

A barulheira (ops, sonzeira!) foi o que relaxou o Aurélio. Daí acordamos tranqüilos na sexta, demos uma voltinha rápida por Porto Alegre, e quando pensamos em nos enrolar mais um pouco no turismo, o editor da Novatec liga dizendo que o stand da Livraria Tempo Real estava bombando, e os fãs e leitores queriam o Aurélio logo por lá, para conversar e pedir autógrafos em seus livros.
Enquanto eu fui botar uma roupa mais ajeitada, o Aurélio estava pronto e me esperava no sofá com o seu modelito do dia-a-dia: camiseta, bermuda, e chinelo. LINDO! Não posso esconder que essa simplicidade me cativa e me causa muita admiração. E uma simples roupa reflete muito de como é esse cara. Quem viu e conhece sabe do que eu estou falando.
Bom, mas o trabalho nos chamou, e corremos para o Fisl, onde tive muita alegria e orgulho em presenciar a tamanha admiração, carinho e reconhecimento dos leitores e amigos pelo trabalho do Aurélio.
No stand da livraria havia dois banners, um deles bem grande com a propaganda do livro de Shell Script. Era massa a frase “Novo livro DO Aurélio”. Mal chegamos e várias pessoas já apareceram com livros pro Aurélio autografar, tanto o de Shell quanto o de Expressões Regulares. Foi inacreditável o que aconteceu, mas em 5 minutos já havia uma fila grande em frente ao Aurélio, que estava até atrapalhando o corredor dos stands do Fisl! O Aurélio desprezou a cadeirinha e a mesinha de “autor-de-sucesso-autografando-livros” e estava em pé mesmo, autografando os livros, puxando papo com os leitores, e abraçando os amigos, com aquele jeitão “Aurélio gente boa de ser”.
Num rompante de empresária de meia tigela, ajeitei um pouco as coisas, e pedi pro Aurélio sentar na mesinha, pois a confusão da fila estava ficando grande, e assim também ele ficaria mais confortável, pois eu vi que os 100 livros que a livraria trouxe para o evento não dariam nem para o cheiro, e que o Aurélio ainda autografaria muitos livros. (Bom, eu não quero usar a batida frase “eu disse”, mas láaaa em Matinhos quando eu soube que a livraria traria só 100 livros de Shell para o evento, eu sabia que era pouco. É inevitável, eu não me agüento: eu disse!).
Quando eu percebi, contei mais de 10 pessoas impacientes na fila de autógrafo, mais uma confusão dentro do stand com muitas pessoas comprando o livro de Shell e também o de ER. Naquele burburinho todo olho preocupada para o Aurélio, e vejo a pessoa mais tranqüila e sorridente do mundo sem vontade nenhuma de apressar as coisas ou fazer uma sessão de autógrafos em escala industrial. Cada pessoa que chegava com o livro na mão, o Aurélio levantava, dava um caloroso aperto de mão, e perguntava o nome ou simplesmente pegava o crachá e lia o nome da pessoa, perguntava de onde era, com o que trabalhava, até como eram os scripts da pessoa! E perguntava por detalhes incríveis e inacreditáveis da vida de cada um, passando desde o clima e a temperatura da região do leitor, até surf, jacaré e viagens! A pessoa não saía da fila sem uma conversa de alguns minutos, um autógrafo de algumas linhas, e um bonequinho tosco desenhado pelo artista Aurélio dizendo que era sua própria foto, no estilo do bonequinho tocando bateria, e um muito obrigado sincero por ter adquirido qualquer um dos livros. Além disso, não foi uma, nem cinco, nem dez fotos que eu tirei com a câmera das pessoas. Várias pessoas queriam uma foto com o ótimo profissional reconhecido no mundo nerd, mas também queriam uma foto com um dos caras mais simpáticos, humildes e educados que conheceram neste mundo de intelectuais e profissionais que adoram dizer “eu sou o cara e sou superior a você”. A mesma pessoa que eu me apaixonei um ano atrás, que me trata com o mesmo respeito que trata o garçom, o porteiro, os amigos, o gari, a família ou um desconhecido.
O entusiasmo com que o Aurélio recebia as pessoas e autografava os livros era comentado pelos corredores do Fisl, e comigo. Amigos da Conectiva, leitores do blog, visitantes do site, outros autores de livros e completos anônimos fizeram parte de uma bela troca de conhecimento e alegria em cada abraço e aperto de mão neste evento. Em algumas horas de participação no stand da livraria, em 2 dias, TODOS os livros do Aurélio trazidos pela livraria foram vendidos. Não sobrou nem umzinho pra contar história. O último livro era um que estava com a contra-capa rasgada num cantinho, mas nem esse escapou! E eu nem preciso dizer que se tivessem mais livros, mais teria sido vendido!
Livro novo, conteúdo, livro do piazinho, reconhecimento antigo, carisma, simplicidade. Isso tudo fez com que as pessoas esperassem até meia hora na fila para falar com o Aurélio. Isso fez com que no primeiro dia todos os livros de ER fossem vendidos em poucas horas. Isso fez com que quase 500 marca-páginas do livro de Shell fossem distribuídos e recebidos com entusiasmo pelos leitores quando viam os códigos “colinha” presentes no marca-páginas que o próprio Aurélio fez. Isso fez com que o Aurélio ficasse cinco horas direto autografando, sem ir ao banheiro, porque a fila não parava nunca. Isso fez com que eu tivesse que dar água na boca e alimentá-lo com bala de goma, porque ele se esquecia disso, pois o leitor era o mais importante. Isso fez com que eu tivesse que conversar com o editor, pedindo que mandassem de São Paulo por Sedex mais livros de Shell e de ER. Isso fez com que o Aurélio saísse do Fisl às 22h e dormisse de cansado no meu colo na ida pra casa. Isso fez com que não fossemos no churrasco com os amigos do Aurélio na mesma noite, porque ele estava um morto-vivo. Isso fez com que o Aurélio mudasse os planos de passear com a família no dia seguinte e voltasse ao Fisl para atender mais pessoas que queriam comprar seus livros. Isso fez com que eu ficasse horas sentada no chão, ao lado do Aurélio, auxiliando no que precisasse.
Sacrifício? Arrependimento de ter ido? Triste por estar cansado? Trabalho chato? Muito pelo contrário. Completamente o contrário.
Tudo isso fez com que uma família ficasse orgulhosa do seu filho. Isso fez com que uma mulher admirasse ainda mais seu homem. Isso fez com que o Aurélio ficasse com um sorrisão no rosto. Isso fez com que um autor ficasse com a sensação de “vale muito a pena” ter ficado 2 anos escrevendo um livro, todas as horas recluso no computador enquanto o sol e a praia estavam lá fora, pois o reconhecimento veio já no dia seguinte quando alguns nerds ansiosos vieram elogiar o conteúdo e a linguagem do livro lido na noite anterior na caminha do hotel. O Aurélio diz que suas expectativas foram superadas. As minhas não. Não foram superadas, foram expectativas cumpridas, pois eu tinha certeza que seria este grande sucesso, pois eu acompanho todo o empenho e perfeccionismo do Aurélio em cada trabalho. Tenho total noção do potencial do Aurélio e da sua extraordinária capacidade técnica, traduzida pelo editor da Novatec num papo comigo como “um talento como poucos que eu já vi nesse meio”. Mas acima disso tudo, ainda acredito - e acontecimentos como esse só me trazem mais certeza - que neste mundo meio perdido, ainda vale a pena ser gente boa.
Mais vendido na Livraria Cultura
15 Abril 2008 at 16:35 | In Livro | 55 CommentsNão sei quanto a vocês, mas eu estou chocado :)
Atualização em 16 de Abril de 2008: Temos um insider: “Eu estava na equipe de TI responsável pelo site de comércio eletrônico da Livraria Cultura e sei que eles fazem aquela lista dos mais vendidos em cima de informações que a equipe coleta em jornais, boletins e publicações renomadas do meio editorial. O que significa que o seu livro é o mais vendido não somente no site da Livraria Cultura. Portanto, parabéns!”
Filminho nerd
14 Abril 2008 at 14:41 | In Pessoal, Software | 18 CommentsTags: palestra, pyobjc, txt2tags, vídeo
— Aurélio?
— Fala!
— Lembra daquela palestra-tutorial de PyObjC que você fez em Joinville?
— Lembro, que que tem?
— Não foi filmada?
— Foi.
— E cadê?
— Ops, esqueci de avisar que saiu, né?
— É.
— Tá aqui:
— Valeu!
— Ah, tem também o tutorial escrito, se quiser estudar junto.
— Massa, vou ver agora.
…
— E esse microfone?
— Não tinha o microfone da Madonna e eu precisava digitar. Mas o Ramalho emprestou um cordão de crachá e improvisamos um suporte tipo Sílvio Santos.
…
— Tá falando muito rápido!
— Tinha pouco tempo e muito conteúdo, tive que ativar o modo ligação-para-celular :)
…
— Como é mesmo que se pronuncia txt2tags?
— Ah… Deixa pra lá :)
Parto prematuro
4 Abril 2008 at 17:56 | In Livro | 77 CommentsO nascimento estava previsto para o meio do mês, mas como (inacreditavelmente) a gráfica entregou tudo antes do prazo, quando fui perceber, o bebê já escapuliu :)
Com bits velozes e furiosos trafegando pelos cabos óticos, o ontem já é passado e hoje o livro Shell Script Profissional já está à venda no site da editora e em várias livrarias.
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Shell Script Profissional por Aurélio Marinho Jargas
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Foram 360 horas de trabalho em quase dois anos. NeoOffice em tela cheia fritando os olhos, dores nas costas e ponta dos dedos, várias noites de trabalho que acabaram com o sol aparecendo no horizonte. Como é ruim ir dormir quando todos estão acordando, e pior: saber que ainda falta muito para o trabalho terminar.
Várias vezes pensei em desistir. O que era para ser um livro de “umas 200 páginas” estava crescendo, crescendo e eu ainda estava longe de onde queria chegar. Duvidei que um dia isso teria fim. Mas com o lema “é agora ou nunca” fixo na cabeça e uma namorada que caiu do céu me incentivando diariamente, continuei.
Outubro e Novembro de 2007 foram meses intensos, que contaram com dias insanos de mais de 10 horas escrevendo direto. Os assuntos eram densos e era preciso atenção máxima para não perder o fio da meada. Prometi a mim mesmo não fazer isso de novo. Ficar 10 horas pedalando cansa menos.
No início de Dezembro salvei o documento enorme (2,4 MB) pela última vez. Foram tantas as vezes que tinha feito aquilo nos últimos meses, que nem acreditava que aquela seria a última. Esperei ansiosamente ele terminar e imediatamente enviei o arquivo para a editora. E nunca mais o abri.
Terminada a fase de escrita, começou a parte chata que é revisar, revisar e revisar. Foram muitos PDFs trocados. A editora mandava a versão mais atualizada e eu conferia tudo, procurando problemas no texto, nas tabelas, nas figuras, no alinhamento, nos códigos. Sou detalhista e perfeccionista, gosto de ficar procurando as mínimas falhas, mas quando se trata de um livrão de 480 páginas, com conteúdo técnico e avançado… Dava vontade de chorar.
Mesmo com dezenas de correções aplicadas (aliás, acho que posso dizer “centenas” sem remorso), achei prudente fazer uma última revisão impressa no papel. O editor concordou, então recebi pelo correio uma caixa pesada com uma resma completa. E lá fui eu pela N-ésima vez ler meu livro, agora com atenção máxima. É incrível como no papel saltam à vista os erros mais sutis, que ficam escondidos entre os pixels do monitor. A caneta fez muitos rabiscos, consegui pegar dezenas de erratas antes que os leitores as encontrassem. Agora sim, o miolo do livro estava oficialmente revisado.

Direto do monte Sinai, os 480 mandamentos do shell
Paralelo a esta revisão teve o processo de criação da capa, que foi uma novela à parte. Foram meses de troca de idéias e protótipos, mas nada me agradava. Eu já disse que sou chato? Pois é, sou. Investi muito tempo de minha vida para escrever o livro e não aceitaria nada menos que uma capa perfeita para embalá-lo.
A Mog me agüentou várias vezes lamentando nas livrarias, olhando capas lindas de outros livros (não técnicos) e dizendo que a minha nunca seria daquele jeito, que eu seria o patinho feio da turminha :)
Quem trouxe a luz para dissolver as trevas foi meu amigo-irmão Rodrigo Stulzer, que lembrou-se do Alex Lutkus, ilustrador da finada Revista do Linux, que fazia aquelas capas modernosas. Expliquei o que eu queria e conversamos muito para amadurecer a idéia, antes de fazer qualquer traço vetorizado. Quando chegamos na idéia do “uma concha afundando um código, numa capa preta”, a primeira proposta já me agradou muito. Mais umas semanas e chegamos na concha amarelo-ouro, que pra mim, atingiu o objetivo tido como impossível: a capa perfeita. O sorriso tomou conta.
Ainda houveram estresses na contra-capa que estava difícil de ficar “perfeita” (sim, sou chato), arquivos incompatíveis entre Mac e Windows, minúcias nas decisões da diagramação interna, prazos apertados por causa da fila da gráfica e o FISL se aproximando, o marca-páginas que atrasou, …
Mas do que eu estava falando mesmo? Ah, eu vim aqui só para dizer que o livro já está à venda.
Nem era para contar história nenhuma. Mas engatei a marcha e não parei de acelerar. Engraçado escrever um texto assim, sem ficar lambendo cada parágrafo como eu sempre faço, esse saiu de uma vez, sem backspace. Como diriam os Imbecis Podres e Sujos, esse foi Full Speed Ahead.
O preço oficial é R$ 85,00. Tem um desconto especial de lançamento, que baixa o preço em 20%, ficando R$ 68,00. Tem um desconto mais especial ainda de 30%, mas esse é só para quem já tem o livro do piazinho, que vai pagar somente R$ 59,50.
Vamos às instruções:
- O site oficial do livro é o www.shellscript.com.br. É lá que eu vou colocar todas as informações sobre a obra, links diretos para livrarias, comparativos com a minha apostila e com o livro do Julio (que sei que você está curioso) e o que mais couber. Conte para seus amiguinhos! É tão facinho de lembrar: www.shellscript.com.br.
- Visite o site do livro, que você já sabe que é www.shellscript.com.br, e siga as instruções de como comprar usando o código de desconto de 20%. Mas não deixe a inércia te vencer, o código só é válido até o fim do mês, então não demore.
- Se você já tem o livro Expressões Regulares, preencha o cadastro do leitor (que fiz ontem, ficou tãããão bonitinho) para ter acesso ao código especial de 30% de desconto. Pegue o livro na mão e responda quatro perguntinhas básicas sobre ele para ganhar o código. Tipo um joguinho :) Daí usa o mesmo procedimento de compra do item anterior.
- Se você não tem o livro do piazinho, aliás, é uma boa oportunidade para comprar os dois de uma vez, pois o código de desconto vale para a compra e não para o livro especificamente. Então você leva os dois com o corte de 20%. Pensando bem, se você quiser comprar só o Expressões Regulares com esse código, também dá :)
Instruções resumidas para os nerds sabidinhos:
- Site oficial: www.shellscript.com.br
- Compre no site da Novatec e use o código AURELIO para ganhar 20% de desconto.
- Se você tem o livro Expressões Regulares, preencha o cadastro do leitor para ganhar o código especial de 30% de desconto, e vá no site da Novatec fazer a compra.
- Você pode usar o código de desconto para comprar outros livros da Novatec.
- Os códigos vencem no fim do mês, dia 30.
Existe Emo de meia idade?
31 Março 2008 at 23:57 | In Mog, Música, Pessoal, Sonzeira do Mês | 31 CommentsVestidos socialmente, estávamos eu e a Mog, sábado à noite, no salão de festas do Posto Rudnick, ali pertinho de Joinville. Era o baile de formatura de seu irmão. Usávamos aqueles adereços divertidos, tão comuns em festinhas atualmente: pulseiras fluorescentes, óculos escuros de plástico tipo Olga e tiara de pompom.
Quando eu tava colocando aqueles apetrechos, me perguntei porque me divirto fazendo aquilo. Aquelas coisas definitivamente não combinam comigo. Mas é a segunda vez que eu e o Aurélio vamos secos catar as coisinhas e nos enfeitar. Mais uma vez ele colocou uma gravata ridícula de borracha, e um óculos azul estilo Ray Ban. Ahhh, vou entregar! Ele tentou me seduzir com a gravata falando algo de “calma cocada” e disse que aprendeu isso na Praça é Nossa. Meu, esse meu namorado é muito tosco! Praça é Nossa… tsc, tsc.
Ai que vergonha. Tô escrevendo no blog!
Animados, dançávamos ao som da banda que tocava ao vivo todo seu repertório de músicas pop. Tocaram as obrigatórias Macho Man, Y.M.C.A., It’s Raining Man e I Will Survive. Também vieram alguns forrós, axé e country. Divertido mesmo foi a música alemã (pense Oktoberfest), que com seu ritmo acelerado não deixou ninguém parado. A boa surpresa foi terem tocado That’s What I Like, o clássico medley de rock anos 50 do Jive Bunny. Só saímos da pista de madrugada, quando começaram a tocar funk carioca. Agüentar Atoladinha e Créu, não dá.
Detalhe: nós não sabemos dançar. Mas podem nos convidar pra formaturas, casamentos, baile de 15 anos; e verão um show na pista! Os dois dançando desengonçadamente por HORAS com um sorrisão no rosto. É Joinville, aqui sempre toca música alemã. Queria que tocasse o quê na Vila do João? Mas a minha mãe reclamou que faltou o clássico Zig-Zag. Essa sim é divertida de dançar com a alemoada! Funk? É, é triste dançar isso. E só se eu tirar algumas costelas pra conseguir rebolar igual àquelas gurias…
Sedentos, paramos no balcão do bar e pedimos dois sucos de morango. Como dois viajantes perdidos no deserto, ficamos hipnotizados com aqueles copos reluzentes que vinham flutuando em nossa direção, trazidos em uma bandeja. Foi o melhor suco de todos os tempos da última semana. Encorpado e BEM gelado, era quase um sorvete que esfriava os radiadores já fervidos de dois corpos cansados pela maratona musical.
Olha o orgulho da geração saúde: mamãe da Mog bancou váaarios whiskys 12 anos para comemorar a formatura do filhinho conhecido como Highlander da UDESC, pois demorou apenas 12 anos para se formar. Mesa cheia de bebida, família já toda travada e de língua enrolada, e o casal exemplo aqui vai tomar suquinho de morango. Lindo né?! O garçom até estranhou. Também…
Hidratados, decidimos voltar à nossa mesa. Cruzando o salão, eis que começa a tocar uma música do NX-Zero. Você sabe, aquela banda Emo que a molecada adora: franjinhas, maquiagem e cara melancólica.
Molecada…. Aham. Engana os leitores, engana. Eu já ouvi um certo moleque de 30 anos falar muitas vezes “Meu, essa banda é muito boa!”. Te entreguei! Te entreguei! Te entreguei!
Surpresos, percebemos que em uma das mesas, um casal de meia idade cantarolava o refrão meloso: “Por você, posso esperaaaar“, com a naturalidade de quem conhece e aprecia a música. A cena simplesmente não encaixava. Um senhor com cerca de 50 anos, de terno e gravata, copo de whisky na mão, fã de NX-Zero? E sua esposa, naquele longo vestido conservador que senhoras usam para disfarçar as marcas da idade, cantando todo o refrão? Bizarro.
O engraçado foi que o Aurélio passou e viu a cena, e eu estava mais atrás e isso também me chamou a atenção. Um olhou pra cara do outro mais a frente e: “Tu viu aquilo? Que bizarroooo!”. Eles estavam sentados meio desanimados (fofoca: devem ter brigado) e cantavam a música cada um do seu canto. Muito estranho! Estavam cantando pra si uma música adolescente, que parecia algo muito próximo deles. Meu, EU não sei cantar aquela música!
Desnorteados, precisamos de sua ajuda para entender o que aconteceu.
- 1. Os filhos adolescentes do casal esqueceram o CD do NX-Zero no som do carro dos pais, que, não sabendo como voltar para a rádio CBN, acabaram tendo que ouvir as músicas da banda por vários dias consecutivos?
- 2. No desespero de tentar entender porque seus filhos adolescentes estão tão depressivos, os pais começaram a ouvir as mesmas bandas que eles, procurando respostas na letras das músicas?
- 3. Para parecerem mais jovens, além de plásticas e roupas moderninhas, agora os adultos também estão consumindo músicas adolescentes para serem “cool”?
- 4. O NX-Zero foi no programa do Raul Gil, conquistando uma legião de fãs no público adulto, tocando fundo nos corações experientes?
- 5. A Ana Maria Braga recomendou o CD do NX-Zero enquanto cozinhava uma panqueca de atum light?
- 6. O Roberto Carlos regravou a música do NX-Zero?
- 7. O suco estava batizado com cachaça e tudo não passou de alucinação coletiva de dois?
Ah, a Ana Maria Braga só recomenda o CD tosco-plágio de auto-ajuda dela agora. E o Roberto Carlos é um véio adolescente, que jura que não fez plástica. Suco com cachaça? Olha, acho que mesmo bêbada eu veria aquela cena… Eu voto na alternativa 4! É bizarra, por isso combina com a cena! E tu?
Dê seu palpite!
Vote em uma das alternativas ou invente uma explicação mirabolante :)
E a participação especial da Mog aqui no blog, você gostou?
Últimas unidades da Apostila de Shell
28 Março 2008 at 10:02 | In Barbada, Doc, Livro, Pessoal | 44 CommentsNossa, já passaram 15 dias desde o último texto? Puxa…
Tive que ir para a caverninha com o notobuco e não podia sair enquanto não revisasse o livro novo. Muitas e muitas páginas de PDF para grifar, ovalar e anotar. Ozóio arde. Depois o homem de amarelo entregou uma caixa pesada com 480 folhas impressas. Ufa, ainda bem que não é frente e verso… Lá fui eu ler meticulosamente cada página, à caça dos mais camuflados erros tipográficos. Eles não puderam escapar da voracidade azulada da caneta esferográfica do 1 e 99. Implacáveis letras X marcaram as folhas condenadas. E assim foi.
Hoje, enfim, pude ver a luz do sol novamente.
Mas não estou aqui para falar do livro, ele só entra em cena daqui 20 dias. Nesse período, quem vai ter seus últimos dias de holofote é a Apostila de Shell Avançado.
Se você ainda não a conhece, considere-se formalmente apresentado(a). Fiz esta apostila para um curso de Shell Avançado que ministrei em 2003 (faz tempo…) lá em São Paulo na 4Linux. Terminado o curso, muita gente escreveu querendo a apostila, então comecei a vendê-la. Eram 114 páginas que eu imprimia, encadernava e mandava pelo correio. Um saco de fazer. Era tão chato todo o processo que desisti e comecei a vender em formato digital (e-book, PDF), mandando a apostila por e-mail. Aí minha vida mudou e parei de xingar os caras do xerox e do correio. A sagrada Internet fazia mais um de seus milagres.
Os anos passaram e vendi mais de 400 apostilas neste esquema de compra direto comigo: pagou, levou. A maioria absoluta dos leitores aprovou o conteúdo e disse ter valido a pena pagar seu preço, com mais de 90% de aprovação nos itens: didática, qualidade e utilidade. Como é bom quando todos ficam felizes, quem vende e quem compra. Com o Canivete Suíço do Shell é assim também.
Este esquema de venda da apostila continuaria por anos a fio, se um personagem novo não entrasse na história: o livro de shell.
O livro é um trabalho pesado de dois anos que vai concretizar-se no próximo mês. Estou MUITO empolgado com ele e acredito que os leitores irão gostar bastante. Assim como em uma luta livre quando os fantasiadinhos batem as mãozinhas, chegou a hora de um sair para o outro entrar. A apostila eletrônica dará lugar a um livro de papel.
A venda da apostila em PDF se encerrará no dia 17 de Abril de 2008, quinta-feira, ao meio-dia. Um dia antes do lançamento do livro.
Se você já tem, MUITO obrigado pelo seu apoio. Além de ter ajudado um programador autônomo a manter-se em uma vida alternativa, você pode agora considerar-se possuidor(a) de um produto exclusivo, de série limitada. Se estiver com um tempinho, deixe um comentário contando a sua opinião sobre a apostila.
Se você ainda não tem, é agora ou nunca :) São cerca de 20 dias para decidir-se. Depois a apostila irá aposentar-se e descansará no céu dos documentos digitais. São apenas 20 reais por 114 páginas de shell avançado, em um PDF com todas as vantagens de um e-book: copiar/colar códigos, aumentar a fonte e pesquisar por palavras, além, é claro, de poder imprimir se assim desejar. Mas atenção, não é um material para iniciantes, é para quem já sabe o que é shell e já faz seus scripts. Então “pensa bem e vê o que é que você me diz“, como diria o Roger.
Se você não tem e não quer ter, tudo bem, continuamos amigos :)
Leia também:
Leitor, mostre a sua cara (Gravatar)
12 Março 2008 at 18:01 | In Blog | 112 Comments![]()
— Ei, sabe ali embaixo, nos comentários?
— Sei. Que que tem?
— Já viu que aparece uma foto quadradinha pra algumas pessoas?
— Vi, acho massa!
— Também acho. É legal ver a cara da galera.
— É, você vai acostumando a ver quem escreve sempre.
— Mas nos meus comentários não parece nada. Sou um quadradinho vazio…
— Eu também era… Até 5 minutos atrás!
— Ah é? Agora aparece tua fotinha?
— Sim! Saí do MSF.
— MSF?
— Movimento dos Sem Foto.
— Ah, mané.
— Hehe.
— Mas conta aí, como é que faz?
— Pô, é moleza. Tem uns minutinhos?
— Tenho.
— Então acessa esse site: http://site.gravatar.com/signup
— Péra. Tá abrindo… Ei, tá tudo em inglês, que droga!
— Calma, é bem facinho, vou te ensinar.
— Tá.
— Preenche teu e-mail ali na caixinha.
— Qual e-mail?
— O teu e-mail principal, que você preenche quando comenta aqui no blog.
— Ah tá.
— Confere se digitou certo.
— Deeer… Claro que digitei certo!
— Tá, então agora aperta o botão Signup.
— Apertei.
— Agora vai no teu e-mail e veja uma mensagem nova do Gravatar.
— Que que é esse Gravatar?
— É um site que guarda tua fotinho, bem legal!
— Mas eu já tenho o Flickr e o Picasa…
— Não, mas esse é exclusivo pra essas fotinhos que aparecem em blogs.
— Ah bom.
— Chegou o e-mail?
— Sim, tem um monte de palavras em inglês e um link enorme.
— Clica no link.
— Não é vírus, né?
— Claro que não, mala.
— Cliquei e abriu um site com três caixinhas.
— Tá certo. Agora bota teu apelido na primeira caixinha, a Nickname.
— Tipo, apelido de criança?
— É, pode ser. É um nome qualquer, pra te identificar, tipo zeca ou pati.
— Sem acentos?
— Sem acentos nem espaços, tem que ser uma única palavra e em minúsculas.
— Tá, botei.
— Agora escolhe uma senha pra tua fotinho.
— Digito a senha nas caixas de Password?
— Isso. Digita a mesma senha nas duas.
— EU SEI que é a mesma.
— Só pra garantir hehe
— Apertei o botão, mas acho que deu erro…
— Por que?
— Apareceu umas frases em vermelho lá em cima. Não-sei-o-que username…
— Ah, então escolhe outro apelido que esse já tá ocupado. E digita a senha de novo.
— Que saco.
— Vai tentando até achar um apelido vago. Bota uns números pra garantir, tipo zeca77.
— Pronto, agora foi.
— Beleza. O que apareceu agora?
— Tem meu e-mail e um quadradinho! Mas ele continua vazio…
— É agora que você vai colocar tua foto nele!
— Ah, massa! Que que eu faço agora?
— Embaixo do quadradinho tem um link chamado “add a new one”, no fim da página.
— Cliquei.
— Agora escolhe o primeiro link, chamado My computer’s hard drive.
— Ok.
— Agora aperta o primeiro botão chamado “Selecionar arquivo” ou “Choose file”.
— Apareceu uma janelinha.
— São os teus arquivos, do teu computador. Agora escolhe a foto.
— Pode ser qualquer uma?
— Sim, escolha à vontade. Só vê se não pega uma muito grande.
— Por que?
— Senão vai demorar muito pra carregar lá no site.
— Tá. Escolhi e apertei o botão Next.
— Isso aí.
— Apareceu a foto com um quadradinho no meio.
— Esse é o quadradinho que vai aparecer nos blogs.
— Mmmmm, mas tá muito pequeno!
— Arrasta aquela faixa ali embaixo pra mudar o tamanho.
— Ah, deu certo.
— Também dá pra arrastar a foto e alinhar bem o quadradinho com tua cabeça.
— Feito.
— Agora aperta o botão CROP.
— Agora fui pra uma tela estranha, com umas letras grandes.
— Escolhe a letra G. É só clicar no botão dela.
— Beleza. Voltou pra tela do quadradinho, mas minha foto tá fora dele!
— Clica na foto e aperta o botão Confirm.
— Aeeeeee!
— A foto apareceu no quadradinho?
— Sim! Tá lá!
— É isso, terminou! Agora sempre que comentar aqui no blog, tua foto vai aparecer.
— Que legal! Nem foi tão difícil… E se eu quiser mudar a foto?
— Volta pro gravatar.com e adiciona uma foto nova, igual fizemos agora.
— Ah, beleza.
— Pode adicionar quantas fotos quiser, depois é só trocar a foto oficial.
— Massa. E é só aqui no blog do Aurélio que a foto aparece?
— Que nada! Ela vai aparecer em um monte de blogs, muita gente usa esse Gravatar.
— Então coloco minha foto no Gravatar e não preciso mais me preocupar com isso!
— Essa é a idéia.
— Gostei.
— Falou então.
— Péra!
— O que?
— Como testo se tá funcionando?
— Faz um comentário agora!
Resumo da história, para os apressadinhos:
- http://site.gravatar.com/signup
- Preencha seu e-mail e aperte o botão Signup
- Abra em seu e-mail a mensagem nova de Gravatar e clique no link grande
- Digite um apelido e uma senha (2x) e aperte o botão Signup
- Clique no link no fim da página: add a new one
- Clique no link My computer’s hard drive
- Clique no botão para escolher o arquivo com a sua foto, depois aperte o botão Next
- Arraste a foto para enquadrar, arraste a faixa embaixo para mudar o tamanho
- Aperte o botão Crop
- Clique no botão G
- Clique na foto
- Clique no botão Confirm
- Deixe um comentário aqui para testar
Pessoal, continuando o processo de Humanização do Blog, eu gostaria muito de ver mais rostos aqui nos comentários, para que nossas conversas fiquem mais… humanas. O texto ficou longo por causa do diálogo, mas não se assuste, é tudo bem rápido. Em menos de cinco minutos você coloca sua foto e ela vai aparecer sempre aqui. Só precisa fazer isso uma vez. E a vantagem é que a mesma foto vai aparecer em outros blogs também. Vai lá, faça uma pose bonita e mostre estes dentes! :)
Atualização: Se você colocar um comentário aqui e a foto não aparecer, confira lá no verificador de fotinhos se está tudo certo. Basta digitar seu e-mail e apertar o botão. Lembre-se que maiúsculas e minúsculas são diferentes. Na dúvida sempre use minúsculas. Se você já tiver usuário cadastrado aqui no WordPress, a foto do seu perfil (ou a falta dela) vai prevalecer sobre o Gravatar.
A nova geração das Funções ZZ
5 Março 2008 at 12:44 | In Funções ZZ, Livro, Software | 30 CommentsSabe as Funções ZZ? É um programinha que criei em fevereiro de 2000. Ele faz um monte de coisas, como gerar senhas, gerar e validar CPF/CNPJ, buscar notícias na Internet, obter o resultado da Mega-Sena, consultar a Wikipédia, pesquisar no Google, traduzir textos, … Enfim. Faz um monte de coisas :)
Mês passado este programa completou oito anos de existência. Oito anos… Nem eu acredito. É, estou ficando velho…
Preocupações senis à parte, as funções resistiram bravamente à obsolescência, durante tantos anos, por causa dos usuários. Se poucas pessoas o utilizassem, este programa já teria sido aposentado. Mas como há bastante usuários ativos que escrevem agradecendo, dando idéias e apontando problemas, isso é um incentivo para continuar.
Mesmo assim, não é fácil. Dá muito trabalho manter tudo atualizado e funcionando, pois são mais de 60 funções (miniprogramas) diferentes para cuidar. O Thobias entrou em 2003 para me ajudar, mas mesmo programando em dupla, é uma carga pesada. Com uma média vergonhosa de uma versão nova por ano, 2006 e 2007 passaram lentos para as Funções ZZ.
Grande parte dessa dificuldade na manutenção deve-se a uma “brilhante” idéia deste ser que vos escreve. Desde o início, resolvi fazer do código-fonte algo, digamos, compacto. Veja um exemplo:
zztrocaarquivos(){ zzzz -z $1 zztrocaarquivos && return
[ "$2" ] || { echo ‘uso: zztrocaarquivos arquivo1 arquivo2′; return; }
local at=”$ZZTMP.$$”; cat “$2″ > $at; cat “$1″ > “$2″; cat “$at” > “$1″
rm $at; echo “feito: $1 <-> $2″
}
A função zztrocaarquivos serve para trocar dois arquivos de lugar. Mas eu não precisava dizer, pois isso está claro ali no código-fonte. O que, não entendeu nada? Nem eu :)
Agora imagine mais de 60 monstrinhos do naipe desse, só que maiores e mais complexos. Assim fica fácil perceber o quão trabalhoso era fazer qualquer alteração no código. Era preciso atenção tripla para encontrar exatamente onde e o quê alterar.
Percebemos tarde que isso era um problema. Eu explico. Existe uma época na vida do programador, quando ele ainda é um aprendiz-padawan, em que códigos feios, grudados e incompreensíveis são “legais”. Há um prazer narcisista quando alguém olha seu código e diz que não entendeu nada. Você se sente fodão. Felizmente essa fase passa :)
Mas reconhecer o problema não era suficiente, pois o número exagerado de funções tornava a tarefa de “limpar a casa” algo muito trabalhoso. Era mais fácil continuar com o código porco do que arrumar mais de 60 funções. E assim ficaria, ad infinitum.
Entra o livro de shell na história.
Estava eu lá por Julho de 2007 escrevendo o mítico livro, argumentando que um código profissional deve ser bem alinhado, limpo, bonito e comentado, para facilitar sua manutenção.
Você já percebeu o que vai acontecer né? :)
De repente, caiu a ficha. Lembrei das ZZ e comecei a sentir vergonha. Que moral eu tenho para falar em código bonito se meu programa mais conhecido pelos shelleiros tem um código sopa-de-letrinhas? Casa de ferreiro…
Fui obrigado a resolver de vez o problema. Parei a escrita do livro e fiquei vários dias trabalhando no código das funções, reformatando, alinhando, colocando comentários, melhorando os nomes de variáveis, trocando algoritmos enigmáticos por versões simplificadas. Enfim, aquela reforma geral bonita de ver, de desmontar o jipe até os chassis, não sobrando nenhum parafuso no lugar.
Veja como ficou a zztrocaarquivos depois da reforma:
zztrocaarquivos ()
{
zzzz -h trocaarquivos $1 && return
# Um terceiro arquivo é usado para fazer a troca
local tmp="$ZZTMP.trocaarquivos.$$"
# Verificação dos parâmetros
[ "$#" -eq 2 ] || { zztool uso trocaarquivos; return; }
# Verifica se os arquivos existem
zztool arquivo_legivel “$1″ || return
zztool arquivo_legivel “$2″ || return
# Tiro no pé? Não, obrigado
[ "$1" = "$2" ] && return
# A dança das cadeiras
cat “$2″ > “$tmp”
cat “$1″ > “$2″
cat “$tmp” > “$1″
# E foi
rm “$tmp”
echo “Feito: $1 <-> $2″
}
Volte um pouco o texto e veja a versão antiga. Não tem nem como comparar, né?
A versão nova está fácil de ler, entender e alterar. Cada trecho está claramente identificado e separado dos demais. Comentários em português esclarecem o código em shell. Se der algum problema, será fácil encontrar o ponto certo para alterar.
Ainda teve outra vantagem: vários problemas (bugs) com as funções apareceram durante o processo. Eram exceções que estavam escondidas no código feio, difíceis de perceber, mas na limpeza apareceram e puderam ser corrigidos. Código limpo é outro nível. Agora eu aprendi, tá? :)
Eu não devia contar para não estragar a surpresa, mas não me agüento… Outro benefício dessa reforma foi que, agora com o código legível, é possível entender como fazer algumas tarefas avançadas em shell script. A experiência leva ao aprimoramento, então há muitas pérolas por ali. Não confundir com perl. Então, há um capítulo inteiro do livro de shell dedicado a esmiuçar estas pérolas do código das ZZ. A mágica foi explicada :)
Já que o código não é mais intimidador, esperamos também receber mais contribuições de outros programadores. Se você encontrou algum problema ou quer uma opção nova, que tal dar uma olhadinha no código? Ficou mais fácil modificar as funções. Só não se esqueça de nos enviar as melhorias para que todos os usuários possam usufruir delas!
E último, porém não menos importante, agora o código das funções também é uma excelente fonte de estudo para quem quer aprender shell script. Se um exemplo vale mais do que mil man pages, ali você tem dezenas de miniprogramas prontos para serem estudados e dominados. Curte shell? Então não deixe de conferir a versão nova 8.3 das Funções ZZ!
Este lançamento marca uma nova fase das funções. Além do código refeito, outras novidades marcantes são:
- Migração definitiva para a codificação UTF-8. Somos conservadores e esperamos bastante tempo para abandonar o bom e velho ISO-8859-1, mas agora foi. Porém, ainda disponibilizamos uma versão especial para quem tem sistemas mais antigos, para não deixar ninguém na mão.
-
Funcionamento garantido. Foi criada uma suíte de testes automatizada que conta com 587 verificações, fazendo um controle de qualidade rigoroso nas funções. Uma equipe de voluntários roda estes testes em diversos sistemas, ajudando a encontrar e resolver problemas. As funções que não puderam ser arrumadas foram removidas, para evitar a frustração do usuário.
-
Há duas funções novas. A zzbyte serve para fazer conversões entre grandezas de bits, na escala de byte até yota. Quantos bytes têm em 2 mega? São 2097152. A zztool é uma miniferramenta que serve para validação de textos e arquivos. Por exemplo, “zztool testa_ip” verifica se o texto informado é um número IP.
- Há uma loooooooonga lista de melhorias, se você quiser saber exatamente o que mudou desde a última versão. Mas prepare-se, pois cansa :)
Para completar o pacote de grandes mudanças, o site das Funções ZZ também foi reformado, contando agora com um formato mais intuitivo e fácil de encontrar as informações.
- Se você já usa as funções, atualize agora! Garanto que você não vai se arrepender.
-
Se nunca usou, que tal visitar o site agora para conhecê-las? Deve ter alguma função lá que lhe seja útil.
Começando 2008…
3 Março 2008 at 13:09 | In Pessoal | 14 CommentsQuanto ao Aurélio estar “aprontando”, sinto informar que ele está seqüestrado e em cativeiro. Aprontando coisas mais humanas.
– Mog
Pois é. Alimentado com sorvete, geladinho e melancia, fui forçado a viajar, passear, andar de bicicleta, caminhar pela orla, deitar na areia, subir morros, pegar jacarés, apreciar o pôr-do-sol, jogar bete ombro (taco), andar de caiaque, e tantas outras tarefas árduas. Essa vida de seqüestrado não é fácil…
Eu estaria lá no cativeiro até hoje, se a seqüestradora não tivesse uma monografia para fazer. Pois é estimados leitores, quase que não consigo mais voltar a este maravilhoso mundo virtual. Ufa, essa foi por pouco ;)
Então, vamos começar.
Primeiro quero agradecer a todos que comentaram aqui no blog durante esse longo período sem notícias novas. É muito bom voltar e ver que vocês mantiveram a chama acesa. Vou tentar responder nos próximos dias.
Agradecimentos especiais ao Vlademir e a todos que deram sugestões para este ano, lá no texto da Retrospectiva 2007. Há muitas idéias boas!
Juntando estas opiniões com meus desejos, tenho metas para o blog este ano, veja se algum item dessa lista te agrada:
- Fazer a Sonzeria do Mês realmente mensal. Tá, Janeiro e Fevereiro já foram. Mas vou tentar seguir sem faltas até Dezembro.
- Fazer pelo menos um texto novo do Amigorama. A receptividade foi boa, os resultados melhores ainda. Quero brincar de novo. Infelizmente a periodicidade de dois meses citada no texto original é impraticável, não tem como.
- Fazer pelo menos duas aulas novas para o Baterna. Este é o texto campeão de acessos e comentários aqui do blog. Tem muita gente fazendo o curso e comentando dizendo que aprendeu. É uma idéia estranha que deu certo.
- Fazer pelo menos um texto sobre Deus.
- Continuar o projeto de humanização do blog. Tenho algumas idéias novas para aumentar a participação nos comentários, vamos ver se funcionam. Mas também aceito sugestões, aqui nos comentários, claro :)
- Mais barbadas!
- Fazer algo com áudio ou vídeo. Ainda não sei direito o que, mas quero brincar com algo além de texto e imagens.
- Mais participação da Mog no site e no blog. A reação à nossa escrita conjunta foi bem positiva, e quem gostou quer mais. No site, os novos relatos de viagens que fizermos com certeza serão em dupla. Já no blog, ainda não sei direito como essa interação acontecerá. Faremos alguns experimentos. Aí você diz se gostou ou não.
- E claro, mais nerdices e histórias bizarras :)
Há outras metas que não são exclusivas do blog, mas com certeza serão anunciadas por aqui, juntamente com promoções, barbadas e o que quer que seja divertido fazer. São elas:
- Livrar-me das tralhas. Estou precisando fazer um “bazar” e vender/doar várias coisas que não uso mais e estão ocupando espaço por aqui. Tem coisas de informática, de música, videogame, brinquedos. Menos é mais.
- Lançar o livro de Shell no FISL. Vou fazer suspensezinho besta por enquanto. Aguarde novidades :) FEITO
- Escrever mais dois livros em 2008, um de Mac e outro de AdSense.
Lançar a (mega) versão nova das Funções ZZ. Essa já está saindo do forno.FEITO- Lançar versão nova do txt2tags.
- Lançar versão nova do AdiumBook, com tradução para português.
- Fazer um programa pago (shareware) para Mac, em PyObjC, já que o experimento deu certo.
As outras metas, pessoais, guardo só para mim.
Será que rola fazer tudo isso? Em Dezembro a gente vê :)
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